06 agosto 2019
Soneto de Despedida
ele se via perdido
e esquecido em meio a tanta beleza,
tanta ingenuidade, inocência.
Se esse fosse o seu destino,
amar em segredo,
será cumprido.
Mas ele espera que não.
Com a partida dela
ele ficará sem rumo.
Mas nunca deixará de amá-la.
Será que seria certo aguardar?
Esperar o impossível e inesperado?
Não, não iria adiantar esperar o milagre.
(1996)
22 maio 2015
Aqui e acolá
10 maio 2014
Toda a verdade sobre mim e as frase que você me estampou
Sou ciumento. Ando com péssima auto estima e tentando te convencer, para quem sabe me convencer, que sou belo, inteligente e interessante.
Namoros passam, amigos ficam. Na medida do possível amigos nos dão suporte Quando Mais precisamos. Mas Namoros tem a expectativa de serem eternos e não serem na medida, mas sim estarem sempre ao nosso lado. Não Nascemos sozinhos. Parteiras, médicos, nossas mães e familiares estão por ali. Mas morremos sozinhos. Essa é a preparação e, talvez essa seja sua maior lição. Para eu aprender a ser sozinho e, o que vier , é lucro. Triste mas real. Contar apenas consigo próprio e, com sorte, ter ajuda alheia no caminho.
Não sou uma jóia, mas estou longe de ser um pedregulho. Triste é perceber que assim você me vê. Talvez uma pedra bruta. Sim eu gosto de você. Gosto muito. Mesmo quando os pássaros teimam avisar sobre um novo dia mesmo antes d eu pregar os olhos.
Mas devo gostar mais de mim. Afinal preciso saber viver sem você para poder viver com você. Que tarefa árdua desmistificar que somos pela metade. Seria tão mais bonita a idéia de que somos pela meios para, pelo outro, sermos inteiros.
Sinto que vou sofrer. Mas já não tenho sofrido tanto ao pensar que não te tenho. Ou que você me esconde suas dúvidas? Sei que te tenho. Mas tenho sim medo de te perder. devo aprender que ter e te entregar não significa que nos possuímos.
Amanhã, ou ainda hoje que seja, o dia vai amanhecer com as monocromáticas cores da verdade.
Mas eu ainda não sei lidar com ela. Tentativas não faltarão. Mas saber se será o suficiente na nossa história é algo que só o tempo dirá.
E quem arrisca tempo? Eu arrisco. Ego de um lado, emoção de outro, assim nunca vai ser possível saber.
Se nessa jornada permanecemos juntos, vou ter que deixar você ter seu branco setembro sem mim. Nossas realidades são diferentes e eu preciso aceitar. Preciso confiar e deixar ser, não importa as pessoas que possam aparecer. Estamos juntos mas nem sempre caminhamos assim, e um ao outro devemos respeitar.
Nem eu alcançar seu passo, nem isso você esperar.
30 setembro 2013
A fúria de um deus Sobre como ser você ....
“O farther, farther, farther sail!"- Walt Whitman, Passage to India.
Uma vez ouvi que nossos parceiros afetivos não são nada mais
que um empréstimo do universo na nossa evolução. Que só por meio do outro é que
somos capazes de nos enxergar. Isso derrubou por terra a minha ideia romântica
de que existia um par perfeito. Refutei essa afirmação por algum tempo. 05 abril 2013
Sobre amor e sobre a dor
Escrevi isso enquanto ouvia alguém gritar em uma janela no prédio da frente. E, em seguida, um estrondo. Eu não sabia, mas um jovem tinha acabado de tirar a própria vida. Seu corpo estirado no chão em frente à saída do estacionamento do prédio. A fragilidade de seu pesado corpo que colidiu contra o chão e não respirou por mais que segundos.
Vamos falar sobre o amor. O amor que desperta todas as manhãs nos olhos de quem está encantado com o mundo. Daqueles que acordam sem o despertador, dormem sem gotas pretas re rivotris e sonham livremente em cores que não existem.
Vamos falar sobre a dor. A dor devastadora que parece ser eterna. Aquela que só a morte parece pôr fim. De desilusões compartilhadas, investem todos os lados em afundar em gotas salgadas que escorrem pelo rosto.
Lembremos agora da amizade. Aquela que é feita de troca. De direcionamento de energia na felicidade alheia. Que é sincera e fala mais alto que o ego. Doadora, articuladora de proteção. Almofadado colo e quando necessário, superficial açoite.
Trabalhemos. Forma de ser feliz, de conquistar, de motivar-se. De usar a maior parte de nosso tempo para algo que acreditamos não contribuir para a doença do mundo.
Vamos falar sobre razão, emoção, paixão e desilusão. Falar sobre SERmos HUMANOs. E tudo bem ser humano. Humano que julga e se esforça para não fazê-lo, que aceita, que vocifera e que acalanta. Que desiste ou que resiste.
04/04/2013
20 março 2013
O outro lado (19/03/2013)
L'amore che mi chiedi non può finire bene… Non può finire bene…
E se Dio existe/ Voi, voi/ Vi ritroverete là, là…
19 março 2013
MEA CULPA (19/02/2013)
Por que você me deixou sozinho naquele vale? E por que eu entrei noite adentro atrás daquele vaga-lume?
Não era uma noite fria, eu não estava com fome, eu apenas queria você. Você não estava ali. Eu me senti sozinho. Você não precisava de mim. Eu precisava de você.
Não acredito mais em para sempre. Você me convenceu disso. O curto tempo da plenitude das coisas não demora mais que o espaço entre dois passos. Nossos passos não estavam sincronizados e só eu percebi ou, será que fui a me distanciar do compasso de nossa caminhada?
Me culpo por não me sentir amado. Te culpo por não entender o que eu precisava. Minha culpa esperar de você ou, sua culpa não esperar nada?
Não, eu não entendo a independência das travessias solitárias. Prefiro Romeu à Odisseu.
Romeu lutou contra tudo e todos, até contra a vida. Odisseu lutou contra a morte sem se importar quem estaria junto no final. Talvez não tenha vivido tempo o suficiente para não ser feliz para sempre. Mas Odisseu deixou marcas em Penélope. Penélope não sou eu. Eu não teço mortalhas. Não sou magnânimo e guardo rancores. Eu quero amar e quero amor. Amor de compartilhar.
Quero você e quero a mim. Quero ser eu e ver você sorrindo pra mim ao meu lado. Quero sorrir ao seu lado. Não quero sorrir acenando enquanto você se despede.
Das tantas coisas que eu não entendo está você. Que espera cumplicidade e parceria de relacionamentos tradicionais enquanto tira férias cíclicas de relacionamentos excepcionais.
Preciso da calma de um amor de troca. De um trampolim de se saltar junto.
Se eu tiver medo, então que você fique comigo ou me obrigue a saltar contigo. De mãos dadas. Não gosto de adeus. Tão pouco até breve.
Quero tudo que for intenso. E por que meu deus, por que o que é intenso tem que apagar?
Minha segurança pede para eu ser mais solto, depreendido e livre. Mas como podem dois caminhar juntos se cada um vai para um lado?
06 dezembro 2012
Engels morreu
25 setembro 2012
CARDÁPIO DO DIA: Amelie e os contos de fadas existem
De “nunca se apaixone por um trapezista, pois quando menos esperar estará em baixo dele” à “seu coração não é de vidro, então quebre a cara”, Amelie Poulain deixa de fugir de encarar a realidade para saber exatamente o que quer. E não é o que todos nós, sonhadores queremos?
Um cacoete, um ritual, uma mania. De uma forma ou de outra, todos somos seres idiossincrásicos, pelo menos quem chegou até aqui.
Arrumar a bagunça dos outros ou criar laços? Essa é grande centelha que distancia Amelie de Pollyana – uma menina ingênua quase infantil para sempre.
Amelie não. Não faz o Jogo do Contente. Isso pode funcionar em a Vida é Bela, não em um Fabuloso Destino. Guido quer sobreviver e abrandar os olhos de seu filho, Giosuè, Amelie quer encontrar e compartilhar o Amor.
Quantas vezes sabemos o que realmente queremos na vida? Não é fácil escolher ser feliz – e não ouse rebater que felicidade é um momento, não um caminho. Somos categoricamente marcados pelo sentimento castrador que, um dia, imaginaram necessário para vivermos em sociedade.
Culpa, medo, castigo, céu e inferno são palavras cunhadas por quem não conseguiu explicar o que é o amor, o que é felicidade. Não é um amor romântico que definha tão logo o colágeno se esvai. É viver o amor.
E quem arrisca dizer que amor é esse? Justamente nossa vontade de sermos reconhecidos em vida, após a morte, termos uma história digna de ser narrada. Queremos um Fabuloso Destino. Para isso, precisamos de amor-Próprio.
Muitas vezes eu me pego imaginando o que quero que aconteça. E o que eu quero? Voar por entre prédios, segurar um meteoro que pretende colidir com a Terra e destruir tudo que eu acho bonito aqui, pilotar um caça soltando comida e aparelhos tecnológicos para povos menos favorecidos economicamente pela África (afinal, me encanto com essas quinquilharias). Jamais imagino colidir em uma torre, pulverizar agente laranja ou napalm. Confesso, tenho vontade de enfiar juízo na cabeça de alguns grupos religiosos, mas o que seria da dialética sem eles?
O fato é, não percamos tempo imaginando uma vida que não seja extraordinária. Vamos devolver ao mundo apenas as coisas magníficas que recebemos. E o que nos fizeram de ruim? Ahm, mas o que é ruim mesmo? Tenho preferido não me prender a isso.
O que fica é embarcar nesta fabulosa jornada e entender que a brevidade da vida se limita à grandeza do amor a ela. Agora sim, a única lição religiosa que realmente deve ser levada à cabo: “ame o próximo como a ti mesmo” – e não pode se amor pouco hein.
31 agosto 2012
Certo ou Mal?
Acreditar que existe o ‘bem’ e o ‘bom’ é uma forma ariana de pensar. Figura existir um ‘certo’ e um ‘errado’, tendo o certo como algo que deva ser cumprido e, o errado, a força dialética que mantém o impulso para seguirmos adiante.
Ambos deveriam coexistir sem significarem objetos carregados de valor moral.
Apenas forças opostas que, no caminho da vida e no rumo da história, penderiam
de um lado a outro. Algo como preferência sexual, profissional, pelo campo ou
pela praia.Na perseguição pelo bem e pelo certo, assumimos soberanamente ou, pretensiosamente, que somos seres superiores. Como os seguidores de Heaven’s Gate - uma seita em que escolhidos se suicidaram na passagem do cometa Halle-Bopp na intenção de irem direto para o Paraíso- ou como os estudantes abastados do colégio de uma metrópole que mais coloca alunos na USP, quem sabe até mesmo os VIP´s das boates e festas da moda.
NOTA MENTAL: Danuza Leão talvez tenha sido uma VIP que sobreviva. Isso porque nunca ninguém vai saber como teria sido se ela fosse VIP hoje em um vídeo íntimo divulgado na Internet. Fato é que as pessoas se expõem.
Sejamos roussonianos por pensamento ou hobbesianos por afinidade, as pessoas não são boas ou más por natureza. Nós apenas somos. Tomamos caminhos multidimensionais diferentes dentro das possibilidades infinitas.
Seguidores dos comandos estelares de Ashtar Sheran ou, os quase extintos Drusos, não somos eternos nem finitos. Somos o resultado do ontem que se modifica à duras penas no aqui e agora.
17 julho 2012
Soltar as rédeas dos sentimentos
Tomado de assalto revistamos i lugares-comuns e sentimentos.
Inícios são sempre inícios. Um pedaço de vida apanhado. Uma mudança sistêmica
nas tomadas de decisões. Será dar o tom deixar tudo como até pouco tempo e
apenas ser-estar?
Doação significa algo diferente de consideração. Abrir mão é
diferente de partilhar. Algumas vezes fazer sorrir não é o suficiente. É
preciso serenar. Quando estiver no limite da autopreservação deverá soltar as
rédeas dos cavalos dos sentimentos e deixar cavalgar.
No início o trote pode ser dolorido. Não tarda e a cavalgada
parece saltos nas nuvens mais celestes.
Caso cavalgue em um cavalo selvagem, lembre-se, ele pode até
ficar próximo para agarrar um torrão ou dois, mas, sua natureza é de pastar
longe do bando. Perto das colinas, por entre as matas. Distante do que não tem
certeza que possui. Só o que possui são seus próprios cascos.
Assim que os cascos tiverem endurecidos devemos calçar
ferraduras. Mais uma vez o trote vai ser dolorido e o equino arredio. Pra isso
servem as aulas de equitação ou as dicas do cavaleiro experiente: junte os dois
joelhos pressionando na cela. A força reside ali, não nos pés calçados nos estribos.
02 julho 2012
Templos do Silêncio e o Big Bang
“Durante quinze dias estive passeando pela cidade, entre os pobres. Pediram-me tudo o que o senhor possa imaginar, menos a camisa. Provavelmente ignoram o caminho do bem.” L.A.*
17 março 2012
Vida é Escolha
05 março 2012
Vida era atalho, agora é trabalho
Hoje, sei que preciso inventar algo que faça sentido pra mim. Ainda assim, não é fácil. Gonzaguinha já disse: vida é trabalho. Eu sempre disse: vida é atalho.
16 janeiro 2012
Zelig Wood e o fim da Lâmpada Mágica
O corpo que tive não era meu.
Os jogos de dados mallarmaicos estão deixando de ser um lance de sorte.
Dos três pedidos ao gênio da lâmpada, já usei dois.
As passagens secretas estão se desmontando depois de serem usadas. E as palavras mágicas estão em outras línguas.
Beirando os 30, me dei conta que tudo isso só foi possível por um terço de vida (afinal quem dúvida que possamos chegar aos 90?). Então, o corpo não responde mais com tanta pressa; o cérebro dá sinais de cansaço e não suporta mais a caótica metrópole sem ao menos dar sinais de estafa.
Caminhar até Ítaca por trilhas curtas só dá certo por um período. Ao menos os ciclopes também já estão hipermetropes. Explico: a partir de agora não existirão mais tantas fórmulas milagrosas para conseguir o que se quer sem que haja esforço, foco e perseverança. Os acertos que não precisaram ser rascunhados, agora, requerem folhas e mais folhas de papel amassado até chegar à versão final.
Escrever uma grande obra de cá adiante exigirá muito rascunho.
Não há mais tempo para se vestir de Leonard Zelig e agir como camaleão para aprovação alheia.
Então, é tempo de planejar, pensar antes de falar e, só então arriscar. Ainda assim com grandes chances de errar. E errar feio!
Pra recomeçar vai ser proibido comparar com os tempos de atalhos.
Para o próximo terço de vida sugiro que guardemos um dos pedidos ao gênio... um pedido por amor.
12 novembro 2011
Em busca de Sentido
Em outro quarteirão, nem tão afastado, um rapaz de pernas bambas espera sua grande entrada para encenar seu sonho de verão. Ele não faz ideia de na plateia estar um menino gordinho que queria estar em seu lugar.
Perto de lá, um grupo de jovens bebe e ri alto enquanto decidem o que fazer para salvar o mundo. Mal podem notar a garçonete louca para sentar entre eles.
O mesmo mundo de uma bailarina manca que, para continuar dançando, ensaia sua dança do ventre no mesmo instante em que sua irmã a olha com ar de reprovação pelo perigo de se machucar, e por ser ela a querer ter a força de não desistir.
No mesmo lugar em que uma velha senhora completa seu passatempo para o cérebro não atrofiar, sua nora a classifica como à-toa. Sendo ser ela quem queria brincar um pouco para não deixar seus pensamentos tão escuros.
Todas pessoas com consciência plena para não deixar o dia apenas passar.
Sem se dar conta fazem o tempo não bastar para elas.
Cada um deles está aqui e acolá o tempo todo, agindo, só é preciso notar. Os olhos alheios, ah, esses serão sempre coadjuvantes.Quando você notar isso irá entender o sentido da vida.
Foto: Olhares editada
03 outubro 2011
Lembrar para esquecer
Aquela suspeita sobre bater e encarar, ou correr e se esconder. Ah se eu estivesse mais magro, se minhas roupas fossem mais descoladas, ou mais sérias, ou mais sóbrias... e aí vem o pensamento de uma nobre amiga. “Se beleza bastasse, a Luana Piovani não teria metido um par de chifre no Rodrigo Santoro”.
Simplista ou não, essas não são reais razões para viver. Apenas um monte de inseguranças que nos afastam de nosso coração. Tente então se lembrar. Recordar de como era viver de um modo melhor. Por mais que pareça estar longe, está dentro. Nos sonhos mais selvagens. Nas noites mais intensas. Nas manhãs mais lentas. No ontem, no amanhã, no hoje. Não sei importe se não conseguir agora. Apenas apague as luzes..
...Tente se lembrar....




