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20 março 2013

O outro lado (19/03/2013)


Che cosa vuoi sapere, è meglio non sapere
L'amore che mi chiedi non può finire bene… Non può finire bene…
Amore disperato/ Amore mai amato/  Amore messo in croce/  Amore che resiste
E se Dio existe/  Voi, voi/ Vi ritroverete là, là…

Estou com o coração dilacerado. Entendo o motivo pelo qual dizem ser o coração que dói. A dor é ali. Dói o peito. Não é a ansiedades das borboletas no estômago da paixão.

Sei que não faltou amor. Mas fui eu mesmo a envenenar meus pensamentos. Fui atrás de tudo porque acreditei não ter outra chance para viver tudo. Despejei meu desamor. Minha fonte de não estava mais em mim.  

Vivi pela metade por escolher um caminho lendo outro mapa. Minha bússola estava pendurada em um colar no meu peito.  Não em minhas mãos.

A caixa de música com um lindo carrossel estava bem ao meu alcance e preferi olhar ao redor, ao invés de escolher ela, e só ela. E trazê-la comigo. Esquecer todos os outros enfeites.

Deixei a agulha pulando no disco de vinil. Acreditei que não era minha responsabilidade trocar a canção. Deixei o risco discado. O disco riscado.

Soltei sua mão e entrei sozinho na floresta como criança mimada que depois se viu sozinha. Praguejei contra Deus. Disse a ele que era ELE o responsável pela minha infelicidade.

As rédeas da minha vida estão nas mãos do meu ego. É verdade que eu gosto de galopar. A sensação de quando as quatro patas do animal estão no ar.... estamos os dois no ar. Mas quando o galope acabar, ao impacto do trote é que a realidade irá se impor.

É preciso ter a consciência que a terra está abaixo dos nossos pés.

25 setembro 2012

CARDÁPIO DO DIA: Amelie e os contos de fadas existem


De “nunca se apaixone por um trapezista, pois quando menos esperar estará em baixo dele” à “seu coração não é de vidro, então quebre a cara”, Amelie Poulain deixa de fugir de encarar a realidade para saber exatamente o que quer. E não é o que todos nós, sonhadores queremos?

Um cacoete, um ritual, uma mania. De uma forma ou de outra, todos somos seres idiossincrásicos, pelo menos quem chegou até aqui.
Arrumar a bagunça dos outros ou criar laços? Essa é grande centelha que distancia Amelie de Pollyana – uma menina ingênua quase infantil para sempre.

Amelie não. Não faz o Jogo do Contente. Isso pode funcionar em a Vida é Bela, não em um Fabuloso Destino. Guido quer sobreviver e abrandar os olhos de seu filho, Giosuè, Amelie quer encontrar e compartilhar o Amor.

Quantas vezes sabemos o que realmente queremos na vida? Não é fácil escolher ser feliz – e não ouse rebater que felicidade é um momento, não um caminho. Somos categoricamente marcados pelo sentimento castrador que, um dia, imaginaram necessário para vivermos em sociedade.

Culpa, medo, castigo, céu e inferno são palavras cunhadas por quem não conseguiu explicar o que é o amor, o que é felicidade. Não é um amor romântico que definha tão logo o colágeno se esvai. É viver o amor.

E quem arrisca dizer que amor é esse? Justamente nossa vontade de sermos reconhecidos em vida, após a morte, termos uma história digna de ser narrada. Queremos um Fabuloso Destino. Para isso, precisamos de amor-Próprio.

Muitas vezes eu me pego imaginando o que quero que aconteça. E o que eu quero? Voar por entre prédios, segurar um meteoro que pretende colidir com a Terra e destruir tudo que eu acho bonito aqui, pilotar um caça soltando comida e aparelhos tecnológicos para povos menos favorecidos economicamente pela África (afinal, me encanto com essas quinquilharias). Jamais imagino colidir em uma torre, pulverizar agente laranja ou napalm. Confesso, tenho vontade de enfiar juízo na cabeça de alguns grupos religiosos, mas o que seria da dialética sem eles?

O fato é, não percamos tempo imaginando uma vida que não seja extraordinária. Vamos devolver ao mundo apenas as coisas magníficas que recebemos. E o que nos fizeram de ruim? Ahm, mas o que é ruim mesmo? Tenho preferido não me prender a isso.

O que fica é embarcar nesta fabulosa jornada e entender que a brevidade da vida se limita à grandeza do amor a ela. Agora sim, a única lição religiosa que realmente deve ser levada à cabo: “ame o próximo como a ti mesmo” – e não pode se amor pouco hein.


31 agosto 2012

Certo ou Mal?


Acreditar que existe o ‘bem’ e o ‘bom’ é uma forma ariana de pensar. Figura existir um ‘certo’ e um ‘errado’, tendo o certo como algo que deva ser cumprido e, o errado, a força dialética que mantém o impulso para seguirmos adiante.

Ambos deveriam coexistir sem significarem objetos carregados de valor moral. Apenas forças opostas que, no caminho da vida e no rumo da história, penderiam de um lado a outro. Algo como preferência sexual, profissional, pelo campo ou pela praia.
        
Na perseguição pelo bem e pelo certo, assumimos soberanamente ou, pretensiosamente, que somos seres superiores. Como os seguidores de Heaven’s Gate - uma seita em que escolhidos se suicidaram na passagem do cometa Halle-Bopp na intenção de irem direto para o Paraíso-  ou como os estudantes abastados do colégio de uma metrópole que mais coloca alunos na USP, quem sabe até mesmo os VIP´s das boates e festas da moda.


NOTA MENTAL: Danuza Leão talvez tenha sido uma VIP que sobreviva. Isso porque nunca ninguém vai saber como teria sido se ela fosse VIP hoje em um vídeo íntimo divulgado na Internet. Fato é que as pessoas se expõem.


Sejamos roussonianos por pensamento ou hobbesianos por afinidade, as pessoas não são boas ou más por natureza. Nós apenas somos. Tomamos caminhos multidimensionais diferentes dentro das possibilidades infinitas.

Seguidores dos comandos estelares de Ashtar Sheran ou, os quase extintos Drusos, não somos eternos nem finitos. Somos o resultado do ontem que se modifica à duras penas no aqui e agora.

05 março 2012

Vida era atalho, agora é trabalho

Não vivi tragédias. Não tive histórias de dignas de páginas policiais. O que tenho são dilemas existenciais.
Sofro de busca de sentido na vida. Não aceito uma vida sem sentido. Isso dói às vezes e parece que toda força se esvai.

Hoje, sei que preciso inventar algo que faça sentido pra mim. Ainda assim, não é fácil. Gonzaguinha já disse: vida é trabalho. Eu sempre disse: vida é atalho.
Depois dos 30 entendi que Gonzaguinha era quem estava certo. Ao menos depois dos 30. Por isso, vamos ligar os motores a pleno vapor e deixar o carro desligado na descida pra relaxar um pouco. 

03 outubro 2011

Lembrar para esquecer

As voltas com aquela sensação. Aquela sabe? da insegurança, da dúvida, da desconfiança, da baixa autoestima, do será-que-é?


Aquela suspeita sobre bater e encarar, ou correr e se esconder. Ah se eu estivesse mais magro, se minhas roupas fossem mais descoladas, ou mais sérias, ou mais sóbrias... e aí vem o pensamento de uma nobre amiga. “Se beleza bastasse, a Luana Piovani não teria metido um par de chifre no Rodrigo Santoro”.


Simplista ou não, essas não são reais razões para viver. Apenas um monte de inseguranças que nos afastam de nosso coração.


Tente então se lembrar. Recordar de como era viver de um modo melhor. Por mais que pareça estar longe, está dentro. Nos sonhos mais selvagens. Nas noites mais intensas. Nas manhãs mais lentas. No ontem, no amanhã, no hoje. Não sei importe se não conseguir agora. Apenas apague as luzes..


...Tente se lembrar....

10 setembro 2011

Loniness X Aloneniness (Isolado ou Sozinho)



Querer ficar sozinho tem sempre um tom de pesar? Nunca entendi alguém que sofre querer ficar só.

Tenho uma amiga que vira e mexe diz, em pleno sábado, que quer ficar bem, em casa, de pantufas, assistindo Zorra Total na TV. (assim mesmo, cheio de vírgulas). Um dos poucos momentos que a vejo respirando. Sempre encarei essa frase com certa tristeza. Como se ela quisesse dizer “Socorro, estou sozinha, me ajude!”.

Muito tempo passou desde a primeira vez que me disseram sobre a importância de ficar sozinho e, parece que continuo com dificuldades para colocar esse conceito em prática. Sempre achei um despautério quando ouvia pessoas dizerem “Preciso ficar só...”.

Como assim preciso? Pra mim estamos sozinhos o tempo todo. O correto seria dizer “Preciso de Companhia”.

O fato é que no nosso cenário, levamos tão a sério a coisa do coletivo para poder sobreviver que deixamos de ser singular para poder transcender. É meio psicanalítico sabe? Quando estamos sozinhos passamos a enxergar o outro e aí podemos ser mais de nós mesmos e deixar o outro ser mais dele.
Só ficando um tempo sozinho é que dá para entender que ficar em casa sábado a noite não é algo penoso ou triste, é algo como não sucumbir ao coletivo no dia e horário símbolos máximo do agrupar-se. Aquela minha amiga bonita, alto-astral, inteligente, que nada tinha a ver com uma pessoa sem amigos talvez nem soubesse o quanto estava me ensinando.

A atriz da novela da novela das 8 de vinheta brega, tinha algo a dizer também com seu bordão. Apesar da voz rouca infantil e quase mimada, mostrava que realmente queria ficar com seus botões ao invés de flanar com as amiguinhas ou torrar o cartão de crédito do pai com a mãe para esquecer dores de amor.

O melhor de ficar sozinho é ficar por opção. Não o tempo todo. Contudo, quando escolher ficar sozinho, poder lembrar que tem amigos que se importam e que amanhã pode procura-los. Se estiverem ocupados, tudo bem... dá pra ficar bem sozinho por hoje. 

25 abril 2010

It´s all ´bout Love Or all ´bout ego?

A cultura pop diz “is all ´bout Love”. Mas o amor deixou de mover o mundo há muito tempo.

Espaçadas vezes o tal Amor volta a aparecer. Em uma catástrofe consumada, nas promessas de alguma filosofia religiosa, na miséria que está o mais distante possível – em outro país, continente ou ainda na esperança espetacularizada de algum show para arrecadar fundos para ajudar qualquer uma das anteriores- e viva a sociedade do espetáculo (Guy Debord que o diga).

Já arrecadar. Palavrinha curiosa. Remete aos tempos bíblicos do fisco malvado ou ainda dos tempos atuais e os tributos sorrateiros. E tudo vira comércio. Vira empresa. ‘É o econômico que determina o social e o político’. E seriam os relacionamentos diferentes? Ou seriam também esses arrecadações de fundos para o ego?

Sagitarianos não podem ter controle sobre toda a situação, pois se acomodam; geminianos juram não envolvimento para aí sim poderem se envolver; librianos têm a serenidade de deixar claro: “se não for você, será o próximo”...

O que é melhor para mim?
E para você?

O jogo do ‘eu não estou fazendo jogo’? A honestidade assustadora que faz o outro correr? O círculo nada virtuoso do quem muito apanha aprender a bater e depois esquece de como parar.

Algo me diz que o comedimento que angustia e depois premia tem parecido a melhor pedida. É o ligar sim. Mas sem insistir neuroticamente. Quem opta por nunca insistir acaba ficando com o mais fácil. Nunca estar disponível. Pois então, insista. E, se ao final, não der certo, não era pra ser e da próxima vez vamos nos angustiar menos.  Entenda como “ele apenas não está afim de você”.

Exista como alguém que se arrisca. Arrisque ser feliz. Caso alguém diga que felicidade não existe, invente a felicidade como Mark inventou a mentira no curioso “A Invenção da Mentira”.

Você consegue imaginar um mundo em que todo mundo fala a verdade? Isso mereceria um post inteiro sobre....



08 abril 2010

Moleskine

Curioso, comprei o livro com a receita da feliciade. 

FEDEX trocou e mandou Prozac no lugar. 

Aí comprei um moleskine, pena e nanquim pra inventar minha felicidade.... sabe como é escrever à pena.... não pode emprestar... ela pega seu jeito de escrever e só a gente mesmo consegue fazer o nanquim marcar o papel...